Dr. José Henrique Dias | Cardiologista em Santo André – São Paulo

Arritmia Cardíaca: Tipos, Sintomas, Causas e Tratamento

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Dr. José Henrique Dias

CARDIOLOGISTA | CRM 168053 - RQE 102240

Arritmia cardíaca é qualquer alteração no ritmo normal dos batimentos do coração. Pode se manifestar como batimentos rápidos demais (taquicardia), lentos demais (bradicardia) ou irregulares (extrassístoles, fibrilação atrial). Algumas arritmias são benignas e não exigem tratamento; outras podem causar desmaios, insuficiência cardíaca ou morte súbita, exigindo investigação cardiológica.

Neste artigo:

O que é arritmia cardíaca?

O coração normal bate entre 60 e 100 vezes por minuto em repouso, seguindo um ritmo regular comandado pelo nó sinusal, o marca-passo natural do coração, localizado no átrio direito. Quando há falha nesse sistema de condução elétrica, o ritmo se altera. Essa alteração é a arritmia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), as arritmias são uma das causas mais frequentes de procura ao cardiologista e estão presentes em até 5%% da população adulta brasileira, com prevalência crescente após os 60 anos.

Tipos de arritmia cardíaca

Taquicardias (frequência acima de 100 bpm)

  • Fibrilação atrial: a arritmia sustentada mais comum. Os átrios se contraem de forma desorganizada, gerando ritmo irregular. Aumenta em 5 vezes o risco de AVC, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
  • Flutter atrial: semelhante à fibrilação, mas com um circuito elétrico mais organizado. A frequência atrial pode chegar a 300 bpm.
  • Taquicardia supraventricular paroxística (TSVP): episódios de batimentos rápidos (150-250 bpm) que iniciam e terminam abruptamente. Comum em jovens, geralmente benigna.
  • Taquicardia ventricular: ritmo rápido originado nos ventrículos. Pode ser grave, especialmente em pacientes com doença cardíaca estrutural.
  • Fibrilação ventricular: emergência médica. Os ventrículos tremem sem bombear sangue. Causa parada cardíaca em segundos.

Bradicardias (frequência abaixo de 60 bpm)

  • Bradicardia sinusal: nó sinusal gera impulsos mais lentos que o normal. Pode ser fisiológica em atletas ou patológica em idosos.
  • Bloqueio atrioventricular (BAV): atraso ou interrupção na condução elétrica entre átrios e ventrículos. Graus I e II nem sempre necessitam de tratamento; grau III (bloqueio total) geralmente requer marca-passo.
  • Doença do nó sinusal: o marca-passo natural do coração funciona de forma intermitente, alternando bradicardia e taquicardia (síndrome bradi-taqui).

Extrassístoles

Batimentos extras que ocorrem fora do ritmo normal. Podem ser atriais ou ventriculares. São extremamente comuns. Praticamente todas as pessoas têm extrassístoles em algum momento. Na maioria dos casos, são benignas e não requerem tratamento, mas quando muito frequentes (acima de 10-15% dos batimentos), merecem investigação.

Sintomas de arritmia cardíaca

Nem toda arritmia causa sintomas. Quando presentes, os mais comuns são:

  • Palpitações: sensação de coração acelerado, falhando ou batendo forte no peito.
  • Tontura ou vertigem: especialmente ao levantar ou durante episódios de bradicardia.
  • Síncope (desmaio): perda transitória de consciência causada por queda do fluxo sanguíneo cerebral.
  • Falta de ar: dificuldade para respirar, principalmente durante esforços ou em decúbito (deitado).
  • Dor ou desconforto no peito: pode acompanhar taquicardias sustentadas.
  • Fadiga desproporcional: cansaço que não melhora com repouso, causado por débito cardíaco reduzido.

Causas e fatores de risco

As arritmias podem ter causas cardíacas ou extracardíacas:

  • Doença coronária: áreas do coração com cicatriz de infarto podem gerar circuitos elétricos anormais.
  • Hipertensão arterial: a pressão alta crônica causa hipertrofia e fibrose do músculo cardíaco, favorecendo arritmias.
  • Doenças valvares: válvulas com mau funcionamento alteram a geometria do coração e predispõem a fibrilação atrial.
  • Distúrbios da tireoide: o hipertireoidismo é causa clássica de fibrilação atrial e taquicardia sinusal.
  • Distúrbios eletrolíticos: alterações de potássio, magnésio e cálcio afetam diretamente a condução elétrica cardíaca.
  • Cafeína, álcool e drogas estimulantes: consumo excessivo pode desencadear arritmias em pessoas predispostas.
  • Apneia do sono: associada a fibrilação atrial e bradicardia noturna. Presente em até 50% dos pacientes com fibrilação atrial.
  • Estresse e ansiedade: a descarga adrenérgica pode desencadear taquicardias e extrassístoles.

Diagnóstico de arritmias

O cardiologista utiliza diferentes exames conforme a frequência e gravidade dos sintomas:

ExameO que mostraQuando é indicado
Eletrocardiograma (ECG)Ritmo cardíaco no momento do exame (10-15 segundos)Primeira avaliação; detecta arritmias presentes na hora do exame
Holter 24 horasRitmo cardíaco contínuo por 24-72 horasSintomas intermitentes; correlaciona arritmia com o diário do paciente
EcocardiogramaEstrutura e função do coraçãoInvestigar causa estrutural (valvopatia, cardiomiopatia, dilatação atrial)
Teste ergométricoRitmo cardíaco durante o esforçoArritmias desencadeadas pelo exercício físico
Estudo eletrofisiológicoMapeamento invasivo dos circuitos elétricosQuando se planeja ablação por cateter

Tratamento das arritmias cardíacas

O tratamento depende do tipo de arritmia, dos sintomas e do risco associado:

  • Observação: extrassístoles isoladas e benignas em coração estruturalmente normal geralmente não requerem tratamento além de controle de gatilhos (cafeína, estresse, sono).
  • Medicamentos antiarrítmicos: controlam a frequência cardíaca (betabloqueadores, bloqueadores de cálcio) ou restauram o ritmo normal (amiodarona, propafenona).
  • Anticoagulação: na fibrilação atrial, anticoagulantes reduzem o risco de AVC em até 70%, conforme diretriz da SBC (2023).
  • Ablação por cateter: procedimento minimamente invasivo que cauteriza o foco da arritmia. Taxa de sucesso acima de 90% para TSVP e flutter atrial.
  • Marca-passo: indicado para bradicardias sintomáticas. Gera impulsos elétricos que substituem o marca-passo natural quando este falha.
  • Cardioversor-desfibrilador implantável (CDI): para pacientes com alto risco de morte súbita. Detecta e reverte taquicardias ventriculares automaticamente.

Perguntas frequentes sobre arritmia cardíaca

Arritmia cardíaca é perigosa?

Depende do tipo. Extrassístoles isoladas em coração normal são benignas. Fibrilação atrial sem anticoagulação aumenta o risco de AVC. Taquicardia ventricular sustentada e fibrilação ventricular são emergências potencialmente fatais. A avaliação cardiológica define o risco individual.

Ansiedade pode causar arritmia?

A ansiedade pode desencadear extrassístoles e taquicardia sinusal pelo aumento de adrenalina. No entanto, é fundamental que o cardiologista descarte causas cardíacas antes de atribuir os sintomas exclusivamente à ansiedade. Palpitações devem ser investigadas, não assumidas como emocionais.

Quem tem arritmia pode fazer exercício físico?

Na maioria dos casos, sim. O exercício regular é benéfico para o controle de arritmias. A intensidade e o tipo de atividade devem ser orientados pelo cardiologista, idealmente após avaliação com teste ergométrico ou Holter. Apenas arritmias de alto risco exigem restrição significativa.

Arritmia tem cura?

Algumas arritmias podem ser curadas definitivamente com ablação por cateter, como a taquicardia supraventricular e o flutter atrial. Outras, como a fibrilação atrial crônica, são controláveis com medicamentos e procedimentos, mas nem sempre curáveis. Arritmias secundárias a causas tratáveis (hipertireoidismo, distúrbio eletrolítico) se resolvem com o tratamento da causa.

Quando procurar um cardiologista

Procure um cardiologista se tiver palpitações recorrentes, episódios de coração acelerado sem motivo aparente, tonturas frequentes, desmaios ou histórico familiar de morte súbita. O diagnóstico precoce das arritmias permite tratamento direcionado e prevenção de complicações como AVC e insuficiência cardíaca.

Agende sua avaliação em Santo André: o Dr. José Henrique Dias atende na Clínica Solaris Jardim, no ABC Paulista, com consultas de cardiologia e exames como Holter, MAPA e ecocardiograma. Entre em contato pelo WhatsApp da clínica.

Se você apresenta sintomas cardíacos ou deseja realizar uma avaliação preventiva, procure atendimento especializado. O Dr. José Henrique Dias é Cardiologista em Santo André – São Paulo, especialista em ecocardiograma, sócio titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, com títulos de Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia reconhecidos pela SBC, além de atuar como médico do corpo clínico e preceptor no Hospital Israelita Albert Einstein Einstein.

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O Dr. José Henrique Dias é médico cardiologista especialista em ecocardiograma, sócio titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, com títulos de Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia reconhecidos pela SBC, além de atuar como médico do corpo clínico e preceptor no Hospital Israelita Albert Einstein Einstein.

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Médico cardiologista especialista em ecocardiograma, com 11 anos de experiência e mais de 7.000 exames realizados com precisão e responsabilidade.

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